quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

As Crônicas de Nárnia: O Sobrinho do Mago - C. S. Lewis


Essa resenha foi escrita para o DL 2011 do mês de janeiro, cujo tema é literatura infanto-juvenil.
A origem do mundo de Nárnia e o inicio das aventuras nesse lugar são as questões centrais de As Crônicas de Nárnia: o Sobrinho do Mago, que é o primeiro livro da saga na ordem cronológica da história [lembrando que existem duas ordens, essa da cronologia da história e a da cronologia de publicação].
Na história Polly e Digory se conhecem e iniciam uma amizade que perdurará durante anos. Digory acabara de se mudar para a casa dos tios, André e Letícia, perto de onde Polly morava em Londres. Sua mãe estava doente, e tiveram que se mudar para ter quem cuidasse dela, já que seu pai estava na Índia a trabalho.
Ao explorarem um túnel que havia na casa de Polly foram parar na sala onde tio André ficava trancado o dia inteiro. Ficaram assustados, pois tio André não tinha uma aparência muito amigável.
No meio da sala havia uma bandeja em cima de um centro contendo anéis brilhantes, amarelos e verdes, que encantaram os olhos da pequena Polly. Tio André percebendo isso, intentou Polly a tocar o anel, o amarelo claro, e no momento em que fez isso desaparece.
Então tio André revela a Digory, que estava totalmente assustado e com raiva dele por ter sumido com a Polly, que era um feiticeiro, e que aqueles anéis davam passagem para um outro mundo, só que não sabia o que existia lá, precisava de alguém para ir e voltar e assim poder entender como era o outro mundo.
Mas como Polly não havia levado o anel verde que a faria voltar, Digory foi salva-lá. Eles ficam presos no bosque entre os mundos, dele através de lagos poderiam conhecer outros mundos. E é numa dessas explorações que acham a princesa de Jadis, que será a então feiticeira branca dos outros volumes. Ela acaba indo parar em Londres junto com os meninos.
Quando vão tentar levar a princesa de volta para o mundo dela, aí sim vão parar no exato momento em que o leão Aslam está criando Nárnia. Nessa parte da leitura é como se pudéssemos imaginar o próprio Deus em Aslam, principalmente em seus atos e sua sabedoria. Talvez fosse isso mesmo de Lewis quisesse expressar.
Mas não posso dizer isso a este velho pecador, como também não posso consolá-lo; ele mesmo se colocou fora do alcance da minha voz. Se eu lhe falasse, ouviria apenas rosnados e rugidos. Oh, filhos de Adão, com que esperteza vocês se defendem daquilo que lhes pode fazer o bem!” (Aslam, p.236).
Nárnia é criada com a promessa que se cumpre nos outros volumes, de que assim como os filhos de Adão levaram o mau a Nárnia, com a princesa de Jadis, eles próprios teriam que tirá-lo de lá. Digory ainda tem que passar por um teste de confiança e quando voltam para casa tudo fica bem. No futuro Digory se tornará o famoso professor Ketterley e o livro mostra como os anéis deram lugar ao guarda-roupa.
A leitura é prazerosa e faz refletir sobre os atos humanos, e de como nós esquecemos porque fomos criados e por quem. Talvez até seja mais uma leitura para os adultos do que para crianças. Lewis conseguiu transmitir nessa obra além das fantasias e magias que devem fazer parte do universo infantil, uma lição de que cada escolha tem uma consequência boa ou ruim.
Apreciação: 4
[Sendo que: 1 – Não gostei; 2 – Gostei pouco; 3 – Gostei; 4 – Gostei bastante; 5 – Adorei]
Dados técnicos do livro:
Autor: C. S. Lewis
Tradução: Paulo Mendes Campos
Editora: Martins Fontes, São Paulo, 2002

10 comentários:

  1. a mitologia da criação do mundo de lewis é muito bonita. [sim, a intenção dele era recontar a gênese cristã.] parabéns pela resenha!

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  2. Esse é o livro que eu menos gosto da série. Muito vai e volta, muita confusão.. e muitas referências cristãs. Acho que as histórias começam a melhorar com "O cavalo e o seu menino", o 2º ou 3º, se bem me lembro.

    Mas uma coisa que sempre me encantou nas Crônicas de Nárnia foi a inocência com que a história é contada. Exatamente por essa inocência, acredito que o livro seja predominantemente para crianças. A escrita de CS Lewis é muito ingênua, ao ponto de ser indulgente com os pequenos..

    Enfim, foi uma boa escolha e uma boa resenha. O que deixa a desejar para mim, na real, é o livro.

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  3. Um aótima escolha e uma bela resenha.

    Li os sete livros na ordem cronológica da narrativa, que é a ordem posta no volume único. Fiquei encantada com a história, apesar das referências cristãs.

    Beijos

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  4. Obrigada pelos comentários, me ajudar a crescer na escrita de resenhas. Beijos...

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  5. Ainda não li a obra, mas a resenha é umc convite para lê-la. Parabéns.
    Abs, Rê

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  6. Esse livro é bem recomendado. Clássico é clássico, né?

    Bjs

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  7. Obrigada Rê, é bom saber que despertei o interesse de ler a obra.

    ...

    É mesmo Vivi, acho que toda criança deveria ler as Crônicas.

    Abraços a todas!

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  8. esse já está aqui na minha estantte pra ser lido, so falta o tempo...
    A resenha está muitoo boa!

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  9. Quero as Cronicas para os meus filhos, quando estiverem um pouco maiores. Muito boa resenha. Beijos

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