terça-feira, 11 de janeiro de 2011

O Véu - Willian Nascimento


Logo quando fui convidada a ler o livro não senti tanto interesse em ler, por ter um pouco de preconceito com esse gênero, da fantasia. Porém, logo depois do primeiro capítulo fiquei presa a história de Ana totalmente, que mistura magia, crenças e amor.
O início do livro descreve a infância de Ana, mais precisamente o período das férias que passava junto com as tias em Três Corações. Ana quando menina acreditava em magia, graças as suas tias, Teresa e Samanta, que contavam histórias sobre o tema em volta da fogueira. Porém após um acidente, no qual presencia a morte das tias num incêndio provocado por uma sombra, todos acham que ela precisa de tratamento médico pelas coisas que diz acreditar. E Ana acaba por negar a ela mesma o direito de pensar em magias. Desde o ocorrido não volta mais a cidade de Três Corações e tem de se mudar do bairro em que mora. A única lembrança que carregava das tias era um medalhão que recebeu delas contendo um símbolo de um extinto clã de lobos.
Durante esse meio tempo conhece Ian que se torna seu melhor amigo e sempre fica ao seu lado nas horas difíceis. Até ai tudo bem, mas a trama segue desvendando segredos. Surge a Ordem dos Iluminados que tenta se aliar aos inquisidores para derrotar os demônios. E Ian revela a Ana que é um mago e mais que isso, é o último descendente do seu clã. Começa então a ensinar a Ana as coisas de magia, e o mais interessante é quando revela a Ana que ela também pode fazer magia.
O que se pode chamar da segunda parte da história é quando Ian revela a Ana a sua verdadeira história. Pertence justamente ao clã que Ana carrega o símbolo, o clã dos Garows, e em sua “primeira vida” seu nome verdadeiro era Kalish e era ele o responsável por proteger seu clã. Tudo ia bem até conhecer Catarina, de outro clã, por quem se apaixona. Os dois conseguiram realizar um feitiço no qual congelam suas almas para quando morrerem se reencontrarem e assim viverem para sempre. Então se matam, porém renascem longe um do outro e Ian agora se chama Lucien.
Moço educado ao modo europeu sentia falta da liberdade, mas não sabia o porquê até voltar sua memória passada. Reencontra Adelea, ou seja, Catarina, num baile comum da época. Mas quando ficaram juntos e a sós a mata, não ele, mas uma besta que vive dentro dele e surge nas situações em que o Ian fica excitado, com raiva ou estressado. Descobre que foi essa besta que disseminou seu clã persuadindo um a matar o outro. Decide se suicidar com a intenção de não mais matar ninguém, porém seu desejo de não morrer é mais forte e ele renasce como Ian. E quando estava preparado para fugir e não por em perigo as pessoas que ama, sente que precisa proteger Ana até que ela voltasse a acreditar na magia, mas acaba se apaixonando por ela e só agora criou coragem e pede desculpas a Ana por não ter contado a verdade antes.
Nesse ponto fica quase impossível largar a leitura, porque um fato se liga muito ao outro e a curiosidade de saber o que vai acontecer é grande. Depois que sabe a verdade, Ana sente que foi muito injusta com as tias por deixar a magia de lado, e também com os avôs por não ter ido mais visitá-los. Viaja junto com Ian e lá faz as pazes não só com os avôs, mas com seu passado.
Nero, a sombra que matou as tias de Ana, surge na história, atrás de algo que pertence a Ana. É acompanhado de uma pessoa muito importante para Ian, mas que veio buscar vingança. Como o livro tem uma continuação, a história termina com um gosto de quero mais, apesar de Ana ter se salvado. Gostei desse livro primeiro porque acabei com o preconceito que tinha sobre esse tipo de literatura, e depois por causa de cada personagem e da luta de Ian de Ana. O que me chamou atenção também foi que a história tem como o cenário o próprio Brasil, e os detalhes sobre o tema de magia são bem precisos. Foi um bom livro que li ano passado.

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Vamos trocar ideias?