domingo, 1 de maio de 2011

O Sinaleiro - Charles Dickens


O Sinaleiro é um conto que nos leva até aquelas histórias onde temos certeza do final, e quando este chega, constatamos que estávamos errados. A história é narrada pelo próprio sujeito da história. Ele relata um acontecimento curioso e ao mesmo tempo surreal. Curioso por saber mais um pouco sobre a vida de um sinaleiro, que demonstrava uma total solidão no seu posto, o narrador o chama do alto da Linha do trem: “Olá! Você, aí embaixo!”. Apesar de no inicio fingir não estar ouvindo, depois de uns minutos o sinaleiro olha para cima, e então vê o rapaz, ou acha que o vê. O rapaz então pede para ele lhe mostrar um caminho de descer e encontrá-lo.
 Mais uma vez aqueles minutos de silêncio surgem, mas o sinaleiro acaba por apontar um lugar. Meio desconfiado olhando para aquele estranho indo em sua direção, depois de constatar que não era quem imaginava, ele voltou ao seu normal. Os dois então começam a conversar na cabine do sinaleiro. O rapaz constata a solidão do sinaleiro, mas esse já havia se acostumado com ela. O sinaleiro era um ótimo funcionário e mostrava uma instrução da qual poderia usufruir outro cargo, mas o sinaleiro comenta que desperdiçou oportunidades pelo seu mau comportamento e agora estava satisfeito com o que tinha.
Quando já estava se despedindo, e achando que tinha encontrado um homem feliz, o sinaleiro revela que algo o perturba. Ao ser questionado pelo rapaz sobre o que o perturba, ele diz é complicado explicar e pede para o rapaz ir lá outro dia. Fica marcado o encontro para o dia seguinte. Porém, o sinaleiro pede quase como uma ordem, para não gritar “Alô! Alô, aí embaixo”! o que o rapaz não entende muito bem o porquê, mas aceita.
No dia seguinte as onze em ponto o rapaz desce pelo mesmo lugar, sem gritar, e o vê o sinaleiro na porta da sua cabine o esperando. Sem muitas demoras, o sinaleiro começa por dizer que no dia anterior confundiu o rapaz com outra pessoa, com um fantasma lhe atormenta. Nas duas vezes que esse fantasma apareceu, ocorreram dois acidentes, e agora ele voltou. O fantasma ficava gritando: Cuidado! Cuidado! Alô! Aí embaixo! O sinaleiro estava angustiado por não entender o significado desse sinal, temia ocorrer outro acidente.
O rapaz tentando tirar essa angustia dos olhos do pobre senhor, o acalma e aos poucos ele volta a sua rotina normal. Ainda se oferece para fazer companhia ao sinaleiro, mas ele não aceita. Combina então de no dia seguinte voltar lá.  No dia marcado, a caminho da linha, o rapaz percebe uma movimentação estranha lá embaixo na linha e acaba por descobrir as coincidências existem, e que a frase: “Alô, aí embaixo! Cuidado! Cuidado!” teve muito efeito na vida de um pobre sinaleiro.
É um conto muito bom de ler e prende o leitor facilmente depois do relato do sinaleiro. De certa forma, também é bonito ver a amizade que se cria entre dois estranhos apesar do curto tempo. Charles Dickens foi uma dos grandes romancistas da Inglaterra, e escreveu romances baseados no contexto histórico em que vivia, com a revolução industrial e que retratam suas próprias vivências.

Apreciação: 3
[Sendo que: 1- Rum; 2- Regular; 3-Bom; 4-Muito bom; 5-Adorei]

Dados técnicos:
Autor: Charles Dickens
Páginas: 9

3 comentários:

  1. OI!
    Quanto tempo...

    Para falar a verdade, acho que esse não é mto o meu estilo de livro... mas foi bom vê q está de volta!

    BjoO
    Pri
    Entre Fatos e Livros

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  2. Olá Pri, quanto tempo mesmo, mas quero voltar a rotina agora...Obrigada pelo comentário!

    Bjs

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  3. Olá, a primeira vez que eu passo por aqui e adorei!
    Estou seguindo, segue de volta?!

    Aproveita, lá no blog está tendo promoção do livro Amante Sombrio e uma MEGA promo de um ano do blog!

    Bjos!! :*

    Raphaela
    Equalize da Leitura
    @EqualizeLeitura

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