domingo, 26 de junho de 2011

Ilha de Verão - Kristin Hannah




“Às vezes a única maneira de resgatar o que se perdeu é voltando para casa.”

Cinco vidas marcadas por um passado mal compreendido e um presente reconciliador. Em Ilha de Verão de Kristin Hannah o leitor mergulha na vida e lembranças de Nora Bridget, uma mulher que se tornou uma das mais famosas colunistas e radialistas de Seattle, respondendo a conselhos sobre famílias, dicas domésticas e amor. O que todos os seus fãs desconheciam era que sua vida fora marcada por conflitos como aqueles aos quais costumava responder diariamente. 

Seus fãs sabiam apenas que Nora era divorciada e mãe de duas filhas. Porém, Nora não vivia num mar de rosas em que todos a imaginavam. Fazia anos que com falava com sua filha mais nova, Ruby, que a culpava de ter sido causadora do fim do casamento com seu pai e de abandonar as filhas em busca de fama. Caroline, sua outra filha, mantinha um certo contato, mesmo que formal e distante. Nora no fundo sabia que as filhas a odiavam por tudo que aconteceu a elas depois do fim do casamento.

Nora sofria com a ausência das filhas e nos últimos meses vinha tentando subtrair essa falta cuidando de Eric. Eric tinha aproximadamente a mesma idade de suas filhas e cresceu na ilha junto a família de Nora ele e seu irmão Dean. Eric estava morrendo de câncer, o tratamento havia terminado e não havia mais possibilidades de cura. Assim como Nora, Eric foi excluído da sua família quando revelou ser gay. O que mais lhe doía era a distância do irmão. Mas, nunca deixou de lado o seu gosto pela vida. Então decide voltar para ilha e lá passar seus últimos dias. Não havia avisado á família sofre a doença, pois temia mais uma vez ser rejeitado.

Quando chega á ilha Eric telefona para seu irmão e conta que está morrendo. Nesse momento Dean se dá conta do tempo que perdeu sem manter contato com o irmão, desde a manhã de domingo em que Erik lhe contara estar apaixonado por outro homem. Dean diz que vai ficar com o irmão na ilha. Ilha que tantas lembranças lhe traziam, boas, as que passou com Erik e Ruby. Ruby que tinha seu primeiro e único amor, mas que tanto lhe fizera sofrer.

Nora havia prometido visitar Erik na ilha, mas não sabia que sua ida já era algo certo. No dia em que faria 50 anos é pega de surpresa por seu passado. Seu ex-amante havia entrado em contado com a emissora na qual trabalhava e ameaçado colocar fotos dos dois juntos em cenas mais que comprometedoras nos jornais se Nora não lhe arrumasse a grana de meio milhão. Aconselhada por seu agente a não ceder a chantagem, pois aquilo não acabaria ali, Nora vê sua carreira desmoronar da noite para o dia.

No dia seguinte as fotos estavam em todos os jornais, noticiários e programas. Nora, agora era a leviana, a falsa que enganava as ouvintes com conselhos que nem ela mesma seguia. Em seu apartamento acompanhava todas as notícias e se recusava a sair de casa. O que mais lhe doía era saber que dera mais um motivo para as filhas a odiarem. Ruby, por não ler jornais ou revistas sensacionalistas, ficou sabendo da traição da mãe por uma armadilha do destino, enquanto ia fazer uma apresentação num programa de televisão. Seu grande sonho era ser uma das maiores humoristas do país. Em pouco tempo, Ruby é convidada á escrever um artigo que mostrasse quem na verdade era Nora Bridget. Ruby aceita, pois odeia a mãe e iria fazer o mundo conhecer a verdadeira Nora, a mulher que em busca de fama abandonou as filhas e o casamento.

Nesse período, Nora tentando fugir dos repórteres, acaba sofrendo um acidente de carro.  No hospital Caroline entrega a chave da casa de verão para que ela possa se recuperarem paz, e ainda ínsita Ruby para ir cuidar na mãe nesse período. Ruby a principio não cogita a ideia de forma alguma, mas vê uma oportunidade de encontrar mais fatos que desmascarem a mãe ea ajude na escrita do artigo, e então aceita. 

Na ilha, as duas se tratam a principio como duas estranhas, porém aos poucos cada começa a expressar seus sentimentos para com a outra, e contando coisas que a tornam mais próximas. Ruby aos poucos percebe que nunca viveu numa família perfeita como pensava e que Nora pode não ser tão cruel como imaginava. Ruby ainda tem outra conta a acerta com Dean, ela sabe que o fez sofrer, mas ainda se prende muito ao sentimento de perda. Gostaria de ter uma garantia de que daria certo dessa vez, mas sabe que nunca terá isso de ninguém.

“Nenhum filho pode julgar o casamento dos pais.” (p. 500)

“Eu amo você. Quero que se lembre disso.” (p. 524)

Os trechos na ilha entre mãe e filha são emocionantes, e fazem a gente pensar em como não tentar enxergar as coisas como realmente são faz-nos afastar das pessoas que amamos, aliás, quando não a aceitamos como são, imperfeitas e impossibilitadas de nos trazer a felicidade tal e qual desejamos. Sem contar a reaproximação dos irmãos Erik e Dean, apesar da tristeza de imaginar alguém morrendo aos poucos. O trecho mais marcante é quando Nora sabe que Ruby está escrevendo o artigo, enquanto tudo parecia bem. O final é lindo, apesar da ausência de Erik, mas faz valer a pena ter lido cada linha.

“Somos seres humanos, Ruby. Todos nós. Apenas seres humanos.” (p. 528)

Apreciação: 5
[Sendo que: 1= Ruim; 2= Regular; 3= Bom; 4= Muito bom; 5= Adorei]

2 comentários:

  1. E eu adorei a sua resenha linda!


    Fiquei super curiosa e qro ler! Amanhã vou tentar encontrar esse livro no sebo! Eu qro!

    BjOO
    Pri
    Entre Fatos e Livros

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