segunda-feira, 12 de agosto de 2013

O Lado Bom da Vida - Matthew Quick

Matthew Quick escreveu O lado bom da vida logo após um período de renúncias às agitações frenéticas da vida, e ganhou o público com a criação de um personagem que retrata os conflitos emocionais humanos com uma sensibilidade muito bela e gostosa de ler.
O livro conta a história de Pat Peaples, um homem de trinta e poucos anos, que acaba de sair de uma clinica psiquiátrica, de onde se refere como o “lugar ruim”. Pat, no entanto, não se lembra de quanto tempo permaneceu na clínica e nem do motivo que o fez ir para lá. A única coisa que Pat acredita ter certeza é que a sua saída do “lugar ruim” representa o fim do tempo de separados com a Nikki, sua esposa, e que tudo a partir daquele momento conspirava para o final feliz da sua história. Mas, logo no início fica claro para o leitor que o tempo de separados não existe, e que Nikki jamais voltaria para Pat. O mais engraçado é a leitura ficou mais interessante depois de saber desse fato, porque se criou um clima meio de suspense para saber o porque de Nikki ter se separado de Pat e o que fez Pat para ir para o “lugar ruim”.
De volta à casa dos pais Pat passa a maior parte do tempo fazendo exercícios físicos, porque quer estar em forma para quando o tempo de separados acabar. O pai de Pat mal lhe dirige a palavra, é a mãe quem cuida dele e tenta ajudá-lo a manter sua saúde mental. Todos se recusam a falar com Pat sobre o que aconteceu antes de ele ir para o lugar ruim, na tentativa de ajudá-lo. Mas, aos poucos Pat vai encaixando o quebra-cabeça e percebe que o achava serem alguns meses foram anos e que nada seria mais como antes. Em meio a esse processo de recuperação Pat é apresentado a Tiffany, alguém com problemas parecidos com os de Pat e que precisa tanto de alguém que a compreenda quanto ele.
     Logo que Tiffany apareceu na história, achei-a doidinha demais, intensa demais e incompatível demais com Pat, mas depois de um bom tempo, criei a mesma afeição que senti por Pat desde as primeiras páginas. Juntos, Tiffany e Pat vão descobrindo caminhos para a superação dos respectivos traumas de cada um, ao mesmo tempo, que percebem que finais felizes dependem das perspectivas do olhar que se tem sobre a vida. O livro do começo ao fim é uma delicinha de ler, e mais prazeroso é acompanhar a evolução de Pat durante a história, compreendendo suas angústias, desejos e tristezas como se o conhecesse a longo tempo. 

2 comentários:

  1. Não li o livro mas assisti ao filme e me arrependi demais, pq não curti nada. Minha namorada que leu o livro e assistiu ao filme disse que o livro é muito, mas muito melhor que o filme. Pena que não li antes rs.

    Estou seguindo seu blog para acompanhar as atualizações e sempre que puder fazer uma visita.

    Abraços

    http://reaprendendoaartedaleitura.blogspot.com.br/

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    1. Oi Fernando,
      Ainda não assisti o filme para fazer o contraponto, mas pelo que vi dele parece ser muito diferente do livro, não sei se irei gostar tanto quanto o livro. Obrigada pela visita, estarei aguardando suas visitas.

      Abs!

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